CBMRS passa a realizar Fórum Mensal de Impactos Geo-hidrometeorológicos
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CBMRS passa a realizar Fórum Mensal de Impactos Geo-hidrometeorológicos e amplia articulação interinstitucional para resposta a desastres
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) realizou, no dia 14 de abril, a primeira edição do Fórum Mensal de Impactos Geo-hidrometeorológicos em seu novo formato, consolidando a iniciativa como instrumento permanente de integração interinstitucional voltado ao aprimoramento da resposta a emergências e desastres. Passaram a compor o Fórum profissionais da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e da Defesa Civil Estadual.
A ação é articulada pela Assessoria de Operações e Defesa Civil (AODC) e estruturada a partir do Setor de Inteligência e Geociências para Resposta a Desastres (SIG-RD), criado para qualificar o assessoramento à tomada de decisão com base em análise técnica e evidências científicas. O setor atua com profissionais das áreas de Meteorologia e Geografia, com atuação aplicada à análise de impactos, com foco nos impactos esperados à população, à infraestrutura e ao meio ambiente.
Importa destacar que os órgãos envolvidos já realizam atividades contínuas de monitoramento, análise e avaliação de cenários, bem como interações sempre que necessárias. Nesse contexto, o Fórum qualifica e articula esse processo, ao estabelecer um espaço regular de compartilhamento estruturado de informações e alinhamento técnico, atuando, na prática, como um mecanismo de conexão interagências, integrando profissionais das áreas de meteorologia e hidrologia e promovendo a interoperabilidade entre sistemas.
A proposta adotada já é utilizada em outros estados e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), por meio de reuniões mensais. Com a institucionalização do Fórum, o CBMRS reforça sua estratégia de atuação orientada por inteligência e interoperabilidade, alinhada às práticas de gestão multiameaça e à abordagem orientada ao risco. Trata-se de um avanço estruturante na capacidade de resposta do Estado, com ganhos concretos em eficiência, antecipação e proteção à sociedade.